A vó Zuleide partiu. Eu queria estar por perto agora. Estou longe. Por perto, as lembranças. Do sorriso dela quando me via. Dela me ajudando no dever de casa, lendo de cabeça pra baixo, que ela aprendeu quando era professora pra ler o que o aluno tinha na mesa. Da vez quando ela já estava mais calada, eu ia estudando em voz alta a caminho de um exame “je suis, tu es, il est” e do nada ela completa “nous sommes, vous êtes, ils sont. É que a gente estudava francês antigamente”. Da receita do Bolinho da Vovó. De Itapipoca, dos livros, das flores, das mangueiras, das mangas e dos soins.

Bença vó..
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