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	<title>Silveira Neto &#187; Linguagem</title>
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		<title>Representação e Linguagem em Ferreira Gullar</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Feb 2009 06:13:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Silveira</dc:creator>
				<category><![CDATA[português]]></category>
		<category><![CDATA[Ferreira Gullar]]></category>
		<category><![CDATA[inteligência artificial]]></category>
		<category><![CDATA[Linguagem]]></category>
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		<description><![CDATA[<a href="http://silveiraneto.net/2009/02/23/representacao-e-linguagem-em-ferreira-gullar/" title="Representação e Linguagem em Ferreira Gullar"></a>Ferreira Gullar Há um tema que é recorrente quando se estuda por exemplo Inteligência Artificial, Linguagem ou Filosofia, é a Representação das coisas. Há um trecho de um poema do Poema Sujo &#8211; um fragmento: &#8220;Velocidades&#8221; do poeta maranhense Ferreira &#8230;<p class="read-more"><a href="http://silveiraneto.net/2009/02/23/representacao-e-linguagem-em-ferreira-gullar/">Read more &#187;</a></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<a href="http://silveiraneto.net/2009/02/23/representacao-e-linguagem-em-ferreira-gullar/" title="Representação e Linguagem em Ferreira Gullar"></a><p style="text-align: center;"><img class="size-full wp-image-2297 aligncenter" title="Ferreira Gullar sentado na escada" src="http://silveiraneto.net/wp-content/uploads/2009/02/ferreira_gullar_sentado_na_escada.jpg" alt="Ferreira Gullar sentado na escada" width="500" height="330" /><br />
<small>Ferreira Gullar</small></p>
<p>Há um tema que é recorrente quando se estuda por exemplo Inteligência Artificial, Linguagem ou Filosofia, é a Representação das coisas. Há um trecho de um poema do <a title="texto na integra" href="http://www.revista.agulha.nom.br/gula02.html"><em>Poema Sujo &#8211; um fragmento: &#8220;Velocidades&#8221;</em></a> do poeta maranhense <a title="Wikipédia, português" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ferreira_Gullar">Ferreira Gullar</a> que não só exemplifica muito bem as dificuldades de se representar e compreender as coisas e o conhecimento mas também nos mostra que isso é algo que aflinge desde o Poeta até o Computólogo.</p>
<blockquote><p>O homem está na cidade<br />
como uma coisa está em outra<br />
e a cidade está no homem<br />
que está em outra cidade</p>
<p>mas variados são os modos<br />
como uma coisa<br />
está em outra coisa:<br />
o homem, por exemplo, não está na cidade<br />
como uma árvore está<br />
em qualquer outra<br />
nem como uma árvore<br />
está em qualquer uma de suas folhas<br />
(mesmo rolando longe dela)<br />
O homem não está na cidade<br />
como uma árvore está num livro<br />
quando um vento ali a folheia</p>
<p>a cidade está  			no homem<br />
mas não da  			mesma maneira<br />
que um  			pássaro está numa árvore<br />
não da mesma  			maneira que um pássaro<br />
(a imagem  			dele)<br />
está/va na  			água<br />
e nem da mesma maneira<br />
que o susto  			do pássaro<br />
está no  			pássaro que eu escrevo</p>
<p>a cidade está  			no homem<br />
quase como a  			árvore voa<br />
no pássaro  			que a deixa</p>
<p>cada coisa  			está em outra<br />
de sua  			própria maneira<br />
e de maneira  			distinta<br />
de como está  			em si mesma</p>
<p>a cidade não  			está no homem<br />
do mesmo modo  			que em sua<br />
quitandas  			praças e ruas</p></blockquote>
]]></content:encoded>
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